Hemingway e Cuba
Em carta, viúva de Hemingway demonstra desejo que a casa em que o casal morava em Cuba ficasse para o povo cubano
Depois que Ernest Hemingway se suicidou, em julho de 1961, nos EUA, a casa onde o escritor americano viveu em Cuba, entre 1939 e 1960, foi transformada em museu pelo governo de Fidel Castro. Desde então, nunca havia ficado claro se a propriedade do século XIX conhecida como Finca Vigía, nas cercanias de Havana, fora confiscada pelo regime cubano ou doada pela viúva do autor, Mary Welsh. O mistério, segundo publicou a coluna No Prelo (O Globo), pode ter sido resolvido com a divulgação de uma carta de Mary escrita em agosto de 1961, um mês após a morte do marido, para Roberto Herrera, amigo de Hemingway. Herdeira do escritor, Mary registra na carta seu desejo de doar Finca Vigía aos cubanos, “na esperança de que aprendam e desfrutem dela tanto quando eu e Ernest”, que lá escreveu obras como Por quem os sinos dobram (1940) e O velho e o mar (1951). “Acredito que ele ficaria feliz se sua propriedade (…) em Cuba fosse doada ao povo de Cuba (…) como centro de oportunidade para educação e pesquisa, mantido em sua memória”, escreveu Mary. A carta foi achada nos pertences de Herrera e leiloada esta semana.
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