Livraria em São Paulo esconde edição do Charlie Hebdo
Pedro Herz diz que a medida é para evitar que pessoas roubem exemplares do jornal
A histórica edição do jornal satírico francês Charlie Hebdo, a primeira após o atentado terrorista em sua redação no mês passado, está disponível na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo, mas é vendida como uma publicação maldita: o jornal fica escondido e não pode ser folheado pelo cliente nem na fila do caixa. No sábado (31), o Charlie Hebdo não estava exibido em nenhuma estante da livraria. Para os interessados, um vendedor tirava o exemplar de uma gaveta da revistaria da loja e dizia que o cliente deveria retirá-lo no caixa, após o pagamento. A explicação do vendedor foi genérica: o jornal estava sendo vendido daquela forma para evitar “problemas”, sem especificar quais. Segundo ele, o dono da livraria, judeu, não queria comercializar o “Charlie Hebdo”, mas teria sido convencido pelo departamento comercial. O empresário Pedro Herz, dono da Cultura afirmou que o jornal está sendo vendido dessa maneira por segurança, não por ideologia. “O jornal parece um tabloide de distribuição gratuita, mas não é gratuito, por isso o cuidado. Não temos posição política, vendemos conteúdo”, disse Herz.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta
