Livro revela gravações inéditas de prisioneiros da 2ª Guerra
Soldados se baseia em áudios encontrados em arquivos britânicos
É quase impossível achar algo novo para se escrever sobre a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) em pleno século 21, quase 70 anos depois do fim do conflito. Pois os alemães Harald Welzer, psicólogo social, e Sönke Neitzel, historiador, conseguiram. Neitzel achou por acaso transcrições de gravações de prisioneiros alemães nos arquivos nacionais britânicos. Fontes como cartas e interrogatórios têm em comum terem sido elaboradas com um destinatário preciso e em plena consciência. Já as gravações têm uma característica fundamental: são espontâneas, portanto potencialmente mais confiáveis. Os soldados não sabiam que estavam sendo grampeados. O resultado é o perturbador livro Soldados (Companhia das Letras, 488 pp., R$ 59).
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