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Resistência literária

29 de novembro de 2014
2 min de leitura

Editora independente promete renovar o mercado literário nacional a partir de janeiro

Rádio Londres foi uma estação clandestina que operou de 1940 a 1944 na França ocupada pelos nazistas e teve papel importante na resistência francesa. É também o nome de uma editora independente que promete renovar o mercado literário nacional a partir de janeiro, indica a coluna Painel das Letras. Fundada pelo italiano Gianluca Giurlando, 40, a editora carioca passou o último ano angariando e traduzindo títulos de qualidade que passaram despercebidos pelas boas casas do ramo. A primeira leva inclui preciosidades como Viva a música!, do colombiano Andrés Caicedo (1951-1977), que se matou aos 25 anos e hoje é reverenciado em países hispânicos. Há cinco anos no Brasil, Giurlando diz enxergar aqui “enorme potencial de leitores e uma falta de editoras independentes com literatura de altíssima qualidade, modelo consolidado na Europa”. A seleção que a Rádio Londres lança em janeiro inclui Estação atocha, do americano Ben Lerner, 35, A vida em espiral, do senegalês Abasse Ndione, 67, e Minotauro, do israelense Benjamin Tammuz (1919-1989). Nos meses seguintes, a editora publicará três dos mais importantes autores contemporâneos da Holanda, em traduções feitas com o apoio da Nederlands Letterenfonds.

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