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Livrarias diversificam para competir com redes

28 de novembro de 2014
2 min de leitura

Lojas de médio porte investem em novos espaços e cafés

Reflexo do fraco desempenho da economia no ano passado e também neste ano, de lá para cá o país ganhou só 22 novas lojas do gênero, totalizando 3.073 unidades, segundo último levantamento da ANL. “Há ainda a concorrência com as lojas virtuais, onde as grandes operam mais fortemente e dos livros digitais, alguns só publicados eletronicamente”, avalia Ednilson Xavier Gomes, presidente da ANL. Segundo levantamento feito pelo PublishNews, o setor livreiro faturou algo em torno de R$ 7, 6 bilhões no ano passado só com as vendas de livros. São raros os casos como o da Livraria Martins Fontes de dedicação integral à arte de promover somente a cultura. Com três unidades, Alexandre Martins Fontes confessa que não é fácil concorrer com os poderosos que se organizam em redes. “Apesar disso, nos últimos 10 anos crescemos 11,6 vezes a nossa receita. Ou um pouco mais do que mil por cento “, afirma o empresário. A Martins Fontes, que pela primeira fez abriu seu balanço financeiro para uma publicação, fechou 2013 com receita de R$ 17,16 milhões. Para 2014, a previsão é de que o faturamento chegue a R$ 20 milhões, sendo que só a unidade Paulista deve representar R$ 11,5 milhões do total. Detentora de 2% do mercado livreiro do país, segundo ranking da PublishNews, a Livraria da Vila também experimenta o crescimento acelerado de quem apostou no diferencial. Apesar de não revelar a receita, Samuel Seibel, dono da rede que tem oito lojas, diz que cresceu 10% em 2013 e que 2014 tem sido um ano mais difícil por conta da Copa. 

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