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Biblioteca versão 2.0

21 de novembro de 2014
2 min de leitura

Mudam os modos de leitura, o bibliotecário vira cientista da informação e aquele local onde apenas se emprestavam livros se transforma cada vez mais

Em todo primeiro dia de aula de sua turma de biblioteconomia na Universidade de Hamburgo, o professor Olaf Eigenbrodt pergunta a seus alunos por que escolheram aquele curso de graduação. Àqueles que respondem simplesmente que optaram pela carreira apenas porque gostam de livros, a réplica de Eigenbrodt causa espanto: “Digo para escolherem outra profissão”. É claro que o amor aos livros continua sendo um critério importante. A era informática, no entanto, revolucionou o conceito de biblioteca e passou a exigir daquele que trabalha com acervos habilidades cada vez mais sofisticadas. Os profissionais do setor estão conscientes dessa metamorfose e de tudo o que ela demanda de conhecimento de tecnologia. Mas os leitores muitas vezes ignoram as possibilidades da chamada biblioteca 2.0. “A biblioteca tradicional era aquele símbolo da cidade, ficava na praça principal, mas hoje ela está nas redes sociais. E o conhecimento suscita perguntas frequentes para os quais muitas vezes não temos respostas. Assim, o desafio do bibliotecário é sair e buscar o nosso leitor”, resume a alemã Julia Bergman, consultora em bibliotecas digitais, que, ao lado de Eigenbrodt e outros especialistas estrangeiros, estiveram recentemente no Brasil para participar do Seminário Bienal do Livro para Bibliotecários e Profissionais de Informação, promovido pela Câmara Brasileira do Livro.

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