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Humor encanta em autobiografia da loucura

03 de novembro de 2014
1 min de leitura

Ellen Forney fala do transtorno bipolar que superou em elogiada HQ

Difícil escrever a resenha de Parafusos (Martins Fontes, 256 pp., R$ 39,90 – Trad.: Marcelo Brandão Cipolla), da aclamada quadrinista americana Ellen Forney (o livro bombou na lista dos mais vendidos do “New York Times” e foi apontado como um dos quadrinhos do ano pelo jornal “Washington Post”), sem falar da minha absoluta identificação. Devorei o livro em uma única tarde e assustei meu cônjuge com risos histéricos e algumas lágrimas gordas. Ellen foi diagnosticada bipolar aos 30 anos e se viu obrigada a tomar muitos antidepressivos e tarjas pretas. O risco de toda autobiografia da loucura é cair no pedantismo. Mas a artista conseguiu conquistar o lugar de anti-heroína problemática e transparente, que tem algo a dizer a um mundo cada vez mais (psiquiatricamente) doente.

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