Capote posto a nu
Cartas lançadas no Brasil e contos e poemas juvenis revelam novas facetas do autor
Poucos grandes escritores do século 20 tiveram a intimidade tão exposta quanto Truman Capote (1924-1984), mas num ponto o autor de Bonequinha de luxo (1958) e A sangue frio (1966) era de singular discrição: não deixava ninguém ler seus textos até que estes atingissem seu rigoroso padrão de qualidade. Passados 30 anos de sua morte, porém, textos que dificilmente pensaria em publicar continuam trazendo à tona facetas do escritor que atingiu raro status de celebridade fora do circuito literário. Parte desses escritos chega agora às livrarias brasileiras em Um prazer fugaz (Leya, 560 pp., R$ 69,90 – Trad.: Luis Reyes Gil), calhamaço com centenas de cartas que Capote enviou a amigos, editores e, por vezes, desafetos. Nos EUA e na Alemanha, os leitores terão acesso, ainda neste ano, a cerca de 20 contos que o autor escreveu na adolescência e que continuavam inéditos em livro.
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