Suzano tem resultado operacional recorde no terceiro trimestre
Segunda maior produtora de celulose do mundo confirma importante evolução de desempenho, apesar de prejuízo contábil provocado pela valorização do dólar
O fato de a Suzano Papel e Celulose ter registrado o maior resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) de sua história, R$ 615 milhões, no terceiro trimestre deste ano, confirma uma “importante evolução” de desempenho e o prejuízo contábil no intervalo não reflete essa melhora, na avaliação do presidente da companhia, Walter Schalka: “foi um trimestre fantástico, com um prejuízo contábil que decorre apenas da atualização da dívida pelo câmbio”. A segunda maior produtora mundial de celulose de eucalipto registrou prejuízo de R$ 362,4 milhões de julho a setembro, ante ganho de R$ 43 milhões um ano antes, provocado pelo impacto negativo da valorização de 11% do dólar frente ao real sobre a parcela da dívida que está expressa em moeda financeira. Diante disso, a companhia registrou resultado financeiro negativo de R$ 838,2 milhões. Em termos operacionais, porém, a receita líquida e o Ebitda trimestrais mostraram importante evolução, impulsionados sobretudo pela entrada em operação da nova fábrica de celulose em Imperatriz (MA). A receita líquida teve alta de 30,2%, para R$ 1,979 bilhão, enquanto o Ebitda ajustado avançou 22,4%, para o recorde de R$ 615 milhões, beneficiados também pelo aumento de 8% no preço líquido médio dos papéis em real.
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