Reedições mostram obra de Dias Gomes direcionada à massa
As novas edições saem pela Bertrand Brasil
Dias Gomes (1922-1999) é hoje quase um exilado da dramaturgia brasileira. Ele, que antes era listado ao lado de Nelson Rodrigues ou Gianfrancesco Guarnieri, acabou escanteado até por autores menos expressivos, como Abílio Pereira de Almeida, na recente História do teatro brasileiro (Perspectiva/Sesc, 2013). A editora Bertrand Brasil tenta reintroduzi-lo no panteão dos autores de temas nacionais e sociais do século passado, com novas edições de suas peças. Dá atenção maior a O pagador de promessas (1959), a obra mais resistente do autor no palco. Ferreira Gullar faz a defesa do amigo no novo volume, dizendo que toda peça “está sujeita a revisão”, mas que, ao reler Pagador, isso não aconteceu, “pelo contrário, convenceu-me de que se trata de uma das mais significativas criações da dramaturgia brasileira”. Se não chega a tanto do ponto de vista histórico, Pagador é de fato uma peça bem feita, de quem dominava a “carpintaria”, como se diz, da escrita para o teatro.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta