Com cartas, Adriana Falcão reconta a história dos pais
‘Queria ver você feliz’ (Intrínseca) será lançado na próxima sexta, em São Paulo
Depois que Caio e Maria Augusta morreram, as cartas que trocaram durante toda a vida ficaram mais de duas décadas encerradas num baú. Adriana Falcão, filha do casal e herdeira da arca, preferia não lidar com o conteúdo. O final, difícil, ela conhecia bem –o pai se despediu em carta de 7 de agosto de 1978, um dia antes de cometer suicídio, e a mãe morreu 13 anos depois, de overdose de álcool e remédios. Há três anos, com as duas irmãs mais velhas, a escritora e roteirista tomou coragem para enfrentar aquelas memórias, e o que encontrou, percebeu, renderia um livro. O resultado é Queria ver você feliz (Intrínseca, 160 pp, R$ 29,90), que terá noite de lançamento em São Paulo na próxima sexta (31) [na Saraiva do Shopping Pátio Paulista – Rua 13 de Maio, 1.971 – São Paulo/SP]. Divulgado pela editora como “o primeiro livro de não ficção de Adriana Falcão”, Queria ver você feliz fica, na verdade, no meio do caminho entre uma reunião de cartas e um romance. Difícil considerá-lo uma não ficção, levando em conta que é narrado por Eros, o amor.
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