Brasileiros ganham espaço no mercado francês de quadrinhos
A França é considerada um mercado de difícil penetração para os quadrinhos
Mercado editorial de difícil penetração para os quadrinhos, a França agora considera e publica trabalhos de artistas nacionais. Copacabana, que começou a ser vendido por lá em setembro, é o mais recente trabalho brasileiro a engrossar as estatísticas do mercado francês de quadrinhos. Lançada no Brasil em 2009 pela Desiderata e ambientada no Rio de Janeiro, a obra mostra fragmentos da vida de prostitutas e de figuras urbanas de Copacabana. Os desenhos são de Odyr Bernardi e o roteiro é do gaúcho S. Lobo responsável pelo contato com a editora francesa, intermediado por uma conhecida. Na leitura de Lobo, a produção brasileira alcançou um nível de qualidade internacional. Mas o fato de a história ser ambientada no bairro carioca com maior apelo turístico fora do país teria ajudado a fechar o negócio. A publicação de Morro da favela, de André Diniz ajuda a comprovar a tese. Ambientado numa favela carioca, o livro é uma biografia do fotógrafo Maurício Hora. Publicado no Brasil em 2011, ganhou versão francesa há dois anos. No primeiro semestre deste ano, chegou ao mercado francês a tradução de Estórias gerais, roteirizado pelo mineiro Wellington Srbek, com arte de Flavio Colin (1930-2002). A história retrata o conflito entre grupos rivais de jagunços no sertão brasileiro.
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