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O Buda no Sótão narra a saga dos japoneses nos EUA

22 de outubro de 2014
2 min de leitura

Julie Otsuka relata histórias da primeira metade do século 20

A primeira frase do romance O buda no sótão(Grua Livros, 144 pp., R$ 34,90 Trad. Lilian Jenkino), da americana Julie Otsuka, é daquelas que jogam o leitor para dentro de um universo ficcional no mesmo instante: “No navio éramos quase todas virgens”. A partir dessa sentença, a escritora se propõe a contar a história de uma geração de japonesas que, na primeira metade do século 20, por vários motivos, cruzou o Pacífico para chegar à Costa Oeste dos EUA e fazer a vida. A história, incrível e verdadeira, é pouco contada: mesmo nos EUA, ela é pouco estudada e discutida. Por aqui, chega como novidade. O romance – vencedor do Prêmio PEN/Faulkner de 2012 e traduzido para 19 idiomas – começa com a migração em massa nas primeiras décadas do século e conta uma verdadeira saga de milhares de famílias formadas por japoneses e japoneses-americanos, desde a busca pelo trabalho até o desempenho exemplar, a construção de patrimônios, as relações familiares, com os americanos natos – e a remoção, esse o fator decisivo do livro. 

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