Educação financeira em pausa
Três anos depois de o programa-piloto nas escolas públicas ter sido aprovado, livros não foram impressos
Conteúdos desenvolvidos por especialistas em educação financeira empacotados em livros coloridos e modernos. Faltou apenas um detalhe: imprimi-los. Alunos de 439 escolas de Ensino Médio de seis unidades da federação chegaram a participar de um projeto-piloto com o material impresso, em maio de 2011. Mas, na hora de dar escala ao programa em maio último, ou seja, três anos depois do piloto, a solução foi colocar os livros na internet para serem baixados gratuitamente. Foi a disputa pela presidência que impediu a impressão do material, segundo Patrícia Cerqueira, assessora especial da Previc, entidade que preside no momento o Comitê Nacional de Educação Financeira (Conef). “Não podemos fazer nenhum movimento de entrega e impressão porque o processo eleitoral impede o governo, por questões legais”, diz. De acordo com Patrícia, os livros de Ensino Médio vão ser impressos e chegar a três mil escolas em 2015. O ensino da educação financeira não se tornou obrigatório nem parte do currículo do Ensino Fundamental e Médio. O programa é transversal, pode ser incluído em qualquer disciplina, mas depende da iniciativa do professor ou da escola.
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