Policial federal na ativa lança romance sobre o jogo do bicho carioca
Para escrever ‘Oeste’, Alexandre Fraga se inspirou em fatos que tiveram ampla cobertura na imprensa
Em uma das passagens menos chocantes do romance Oeste: A guerra do jogo do bicho (Record, 308 pp., R$ 35), de Alexandre Fraga, o personagem Já Morreu, ex-policial, “o homem mais perigoso da contravenção e que honrava todos os contratos de morte a ele confiados”, resolve se aposentar. Como gesto de gentileza, presenteia Roger e Plácido, adversários na sucessão de territórios de jogatina, com uma garrafa de Jack Daniel’s a cada um. O primeiro guarda o uísque intocado; o segundo o oferece a empregados e fica observando-os beber. “Eram tempos de paranoia braba. E também de corrupção solta. Sinto informar, mas a corrupção no Brasil não começou nos últimos dez anos”, diz Fraga, 41, que trabalha como agente da Polícia Federal e já publicou “Quando os Demônios Vão ao Confessionário” (2002) e “Canibal de Copacabana” (2008). O novo livro é o retrato ficcional de um momento —fim dos anos 1990— de transição do jogo do bicho, em que até então valia o escrito, para as máquinas caça-níqueis. Oeste está inspirado “em fatos reais”, que tiveram ampla cobertura na imprensa e foram investigados pela polícia.
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