Vale-Cultura é principal bandeira da gestão Dilma
Pasta teve troca de comando, iniciou crises, mas tem elogios de cineastas
Depois de um início tumultuado, com a demissão da ministra Ana de Hollanda, primeira titular da Cultura sob Dilma Rousseff, o ministério da candidata à reeleição pelo PT voltou a trilhar o caminho iniciado no governo Lula, quando a pasta foi comandada por Gilberto Gil e Juca Ferreira. Ou seja, com Marta Suplicy, atual ministra, foram retomadas –embora sem avanço concreto– políticas como a reforma da lei de direitos autorais e da Lei Rouanet, ambas ainda em análise no governo e no Congresso. Foi aprovada uma lei que reserva cota a produções nacionais na TV paga e o Vale-Cultura. Também tiveram início sob a atual ministra duas grandes crises que se arrastam até hoje –na Fundação Biblioteca Nacional, que enfrenta problemas estruturais e perdeu parte de suas atribuições, e na Cinemateca Brasileira, que teve o quadro de funcionários quase esvaziado e ficou sem orçamento. Grande bandeira da gestão Marta é o Vale-Cultura. O avanço do programa, no entanto, é tímido, com baixa adesão de empresas, em especial as pequenas, que não recebem incentivo fiscal.
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