Carlos Henrique Schroeder usa experiência como recepcionista de hotel em novo romance
Autor catarinense ainda organiza selo de contos, revista e festivais literários
Durante cinco anos, atrás de balcões de hotéis em Balneário Camboriú, o catarinense Carlos Henrique Schroeder viu um desfile de fauna humana. O emprego de recepcionista obrigava-lhe a trabalhar quase sempre de 23h às 7h. Precisava lidar com traficantes, prostitutas — e turistas de todos os tipos, é claro. Quando a noite caía no balneário, Schroeder escrevia contos sobre os hóspedes. Mas não sentia vontade para publicá-los, porque sentia ter “sugado a essência” dos visitantes. Schroeder define-se, hoje, como “um contista de alma”. E mesmo lançando um romance, As fantasias eletivas (Record, 112 pp, R$ 32) hoje (16) na Livraria da Travessa de Botafogo (Rua Voluntários da Pátria, 97 – Rio de Janeiro/RJ), não nega a influência do gênero curto. Primeiro porque nasceu do conto Os recepcionistas, sobre a tal experiência em hotéis. Segundo, porque a escrita de Schroeder busca um traço típico da narrativa breve: a concisão.
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