Frankfurt deste ano não empolga os editores
Maior evento do mercado editorial do mundo deixa a desejar
Pelos corredores da Feira do Livro de Frankfurt editores brasileiros andavam desanimados e repetiam que não havia nada novo entre os livros apresentados a eles pelos agentes literários e editores estrangeiros. “Não vemos um pensamento novo. Os livros hoje são os mesmos dos últimos anos”, disse Jézio Gutierre, editor executivo da Unesp. “Comprei dois livros de gastronomia que vinham com aplicativos, mas fora essa novidade o que vi foi tudo mais do mesmo”, comentou Breno Lerner, superintendente da Melhoramentos. Para Roberto Feith, diretor do grupo Objetiva, a feira foi “morna, sem muitas novidades e livros notáveis”, e ele aproveitou para investir em autores que já estão em seu catálogo, como Emmanuel Carrere e Stephen King. Mas a conclusão não é somente a de que os autores estão produzindo obras piores – podem até estar – mas também que os títulos mais quentes começam a ser negociados antes do evento e, muitas vezes, a definição do comprador será em leilão, que pode levar dias. Foi um ano morno também para a recepção da literatura brasileira no exterior. Como ainda há muitos títulos a serem publicados e porque o Brasil saiu dos holofotes, a movimentação desacelerou. Entre os autores que chamaram a atenção este ano estão Carina Ricci, Eduardo Spohr e Bernardo Kucinski.
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