Emília palmeirense?
Diretor de Redação da Folha de S. Paulo escreve sobre livro de Socorro Acioli
Emília, a boneca de pano inventada por Monteiro Lobato, tem agora uma biografia. A autora Socorro Acioli leu tudo sobre a turma do Sítio do Picapau Amarelo para contar a vida da boneca. Engraçado é que Emília, sempre vaidosa, já tinha começado suas memórias, uma biografia em que a pessoa conta sua própria vida. Mas logo cansou e mandou o Visconde continuar o trabalho. E o Visconde escreveu certas verdades –que a boneca era egoísta e mandona–, o que deixou a biografada furiosa. Isso está no livro Memórias de Emília, de Monteiro Lobato. Esta nova biografia é mais completa. Conta o nascimento da boneca, feita com pedaços de pano por Tia Nastácia para Narizinho. Conta como foi que ela começou a falar sem parar depois de engolir as pílulas do Dr. Caramujo e como foi virando gente. Além de recordar suas aventuras, o livro dá detalhes curiosos. Emília media uns 30 centímetros, era palmeirense e seu prato predileto eram croquetes tostados.
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