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Paul Auster derrapa em livro

05 de outubro de 2014
1 min de leitura

Cadão Volpato classifica ‘Diário de inverno’ uma egotrip do autor

Já faz tempo que Paul Auster vem girando em falso dentro da própria literatura. Auster criou uma espécie de mitologia sobre sua vida, marcada por histórias em que o acaso e as coincidências acontecem de forma natural, como se fosse em um de seus romances. Essas tramas da vida real são relatadas em seu melhor livro, as memórias de A Invenção da Solidão (1982). Passados 30 anos, Auster recupera o passado e a automitologia num livro de menor valor, Diário de inverno (Companhia das Letras, 216 pp, R$ 44 – Trad.: Paulo Henriques Britto). Lançado em 2012, quando o escritor tinha 65 anos, “Diário de Inverno” sai agora no Brasil já envelhecido. Diário de inverno é uma egotrip com um tom quase infantil, com Auster escrevendo na segunda pessoa (ou seja, “você” é ele mesmo) e oscilando entre a alta e a baixa literatura segundo a mitologia que ele mesmo inventou. Ele se expõe demais.

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