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Evandro Affonso Ferreira volta a escrever para poucos

04 de outubro de 2014
1 min de leitura

‘Os piores dias de minha vida foram todos’ sai pela Record

À beira da morte, presa a uma cama de hospital, uma mulher imagina-se vagando nua pelas ruas de São Paulo, cruzando com os personagens habituais da cidade, de mendigos a executivos. Narrado em um longo monólogo, o percurso íntimo, extremo, é povoado também de outras vozes, memórias e referências –literárias, filosóficas e mitológicas– que não acabam mais. Muito sinteticamente, é este o universo de Os piores dias de minha vida foram todos (Record, 128 pp, R$ 30), título que vem a calhar para completar a sinopse do novo livro de Evandro Affonso Ferreira. Terceiro volume de uma trilogia, ele se assemelha em tudo aos seus predecessores –Minha mãe se matou sem dizer adeus, de 2010, e O mendigo que sabia de cor os adágios de Erasmo de Rotterdam, de 2012. No conjunto, ilustram de saída um marco do romance, em que reiteração e recorrência, assumidos, se espalham pelos temas, pela estrutura ficcional e pelos recursos narrativos.

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