Romance inédito faz a despedida de José Saramago
Português ganhador do Nobel de 1998 deixou três capítulos escritos de ‘Alabardas, alabardas, espingardas, espingardas’
O português José Saramago (1922-2010) era movido especialmente por questões humanitárias quando escrevia. Assim, em 2009, quando ainda lutava contra uma grave doença, iniciou o rascunho de um romance no qual trataria do comércio de armas. O ponto de partida era uma história que julgava ter lido no romance L’Espoir, de André Malraux: uma bomba lançada durante a Guerra Civil Espanhola que, além de não ter explodido, ainda ganhou um bilhete irônico: “Esta bomba não explodirá”. Assim, aliada à questão que o intrigava de não conhecer nenhum caso de greve na indústria armamentista, a história inspirou o romance Alabardas, alabardas, espingardas, espingardas (Companhia das Letras, 112 pp., R$ 27,50), do qual Saramago escreveu apenas os três primeiros capítulos, interrompidos pela morte do escritor, em junho de 2010
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