Novas pesquisas sobre nazista contrariam teoria de Hannah Arendt
A versão em inglês de Eichmann before Jerusalem saiu pela Alfred A. Knopf
Mais de 50 anos após ser lançado, o livro Eichmann em Jerusalém, de Hannah Arendt (1906-1975), ainda provoca polêmicas, tendo acumulado um rol de críticos que continuam a desconstruir o retrato do nazista Adolf Eichmann (1906-1962), traçado pela filósofa. Na obra, Arendt diz que Eichmann é exemplo da “banalidade do mal”: um burocrata frio, que agiu quase sem pensar e “nunca percebeu o que fazia”. A alemã Bettina Stangneth é autora de Eichmann before Jerusalem: The unexamined life of a mass murderer, publicado recentemente em tradução inglesa pela Alfred A. Knopf. Em 2000, Stangneth se propôs a escrever um estudo de Eichmann, chefe de Assuntos Judaicos do Terceiro Reich, julgado em Israel em 1961, à luz de dados que apareceram nas últimas décadas. Enquanto lia as memórias e outros depoimentos produzidos por Eichmann, Stangneth encontrou uma anotação longa que ele escreveu descartando a filosofia moral de Immanuel Kant (1724-1804). O texto pareceu contradizer a ideia de Arendt sobre a “incapacidade de pensar” de Eichmann. “Fiquei totalmente chocada”, Stangneth comentou. “Não conseguia acreditar que ele fosse capaz de escrever algo assim.”
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