Baú Graciliano
Record publica livro com entrevistas e textos inéditos de Graciliano Ramos
De Graciliano Ramos, em 1941, sobre o seu livro São Bernardo: “Tem passagens que me satisfazem, mas englobado vale pouco. É menos ruim que Caetés, mas não chega a ser um romance”. O escritor é então questionado sobre Vidas secas: “Comecei pelo fim, pelo capítulo Baleia, a história da cachorra. Como vê, nunca tive um método que pudesse ensinar ou aconselhar alguém”. E por que Baleia? “No Nordeste os cães têm nome assim: Jacaré, Tubarão, Moqueca… Pode ser o desejo de água, seja do mar ou do rio, não se sabe.” As entrevistas e textos inéditos fazem parte do livro Conversas (Record), lançado na segunda-feira, que revisita pérolas do baú do autor. A informação é da coluna Avant-Première, do Valor Econômico.
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