Franco Moretti mobiliza arsenal impressionante de referências
Pesquisador investiga a figura do burguês sob o prisma da literatura
Franco Moretti anuncia no início de O burguês (Três Estrelas, 249 pp, R$ 45 – Trad.: Alexandre Morales) que pretende estudar essa figura histórica refratada “pelo prisma da literatura”. A proposta do pesquisador de Stanford é investigar como ela se insinua no século 18 em obras como Robinson Crusoé, de Daniel Defoe, consolida-se algumas décadas depois, com Goethe, Balzac, George Eliot, no “século burguês” –que enxergava com profunda “seriedade” sua existência cotidiana—, surge transfigurada nas periferias do planeta (e aqui um de seus casos é Machado de Assis) e então, misteriosamente, vai de modo lento desaparecendo em seguida, ainda que o capitalismo, a sua contraparte econômica, se torne cada vez mais dominante. Para isso, o autor mobiliza um arsenal impressionante de referências e utiliza de modo alternado duas propostas de leitura crítica.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta