Nada é ficção
Jornalista narra o encontro com Salvador Allende, em 1954, após o suicídio de Vargas
O título, que pode sugerir uma ficção, nasce do encontro do jovem estudante Flávio Tavares com Salvador Allende, em 1954, na China, após o suicídio de Vargas. E a memória se torna o fio condutor em que o jornalista político narra em O dia em que Getúlio matou Allende e outras novelas do poder (L&PM Editores, 320 pp., R$ 48) o que viu nas profundezas do poder, dos anos 1950 até o golpe de 1964. Getúlio Vargas, Lott, Juscelino, Jânio Quadros e João Goulart aparecem nus, ou literalmente em cuecas, em meio a paixões, atos de governo, amores, manobras e traições. Relatos em torno a Hitler, Stalin, De Gaulle e Perón emolduram uma história que Che Guevara contou a Flávio em 1961, presságio do seu trágico destino na Bolívia, anos depois.
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