A hora e a vez de Baruch Spinoza
Obra integral do pensador sai no país pela Perspectiva
A obra do filósofo holandês Spinoza (1632-77) não estava integralmente disponível naquela que era a língua de sua família: o português. Lançamentos recentes cobrem essa brecha e jogam luz sobre o estudioso excomungado da comunidade judaica por suas ideias. Benedictus de Spinoza, como assinou suas obras em latim, ou Baruch de Espinosa ou Baruch Spinoza, como aparece em documentos oficiais (1632-77), foi, por muitos anos, considerado subversivo por suas teses filosóficas, que incluem a identidade entre Deus e natureza, a negação do livre-arbítrio do homem e uma concepção de religião que dispensa templos, cerimônias e teologias. Hoje, é considerado um dos inauguradores do pensamento moderno, junto a nomes como René Descartes e Thomas Hobbes. Até este ano, porém, o leitor brasileiro não dispunha de uma tradução das obras completas de Spinoza na íntegra. A edição em quatro volumes da editora Perspectiva vem preencher esta lacuna. O projeto foi organizado pelo editor Jacó Guinsburg e pelo jornalista Newton Cunha –que também traduziram os livros– em conjunto com o professor de filosofia da Unicamp Roberto Romano.
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