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Livro aborda a relação do magnata Nelson Rockefeller com o Brasil

08 de setembro de 2014
1 min de leitura

Obra revê aventura do empresário que pretendia revolucionar o País

O historiador Antonio Pedro Tota precisou de mais ou menos uma década para desmistificar a ideia de que o magnata do petróleo Nelson Rockefeller representou, em sua época, o que havia de mais perverso no imperialismo americano nas suas relações com o Brasil. Sua extensa pesquisa resultou no livro O amigo americano – Nelson Rockefeller e o Brasil (Companhia das Letras), que relata as aventuras do empresário e político em seu projeto pessoal de revolucionar a paisagem econômica e social do País, como se fosse um Quixote ianque. No entanto, em meio ao entusiasmo dessa história fascinante, pode-se dizer que, ao final da leitura, emerge um personagem ambíguo. Nelson era um homem genuinamente interessado no País, mas seu leitmotiv e seus métodos revelam que o magnata, na verdade, via-se atendendo o chamamento de Kipling – que, em seu poema O fardo do homem branco (1899), incitou os americanos a civilizar os incultos em terras selvagens, a fim de salvá-los de si mesmos.

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