Trinta anos de influência
A morte de Michel Foucault em 1984 consagrou a sua obra e impulsionou o culto à sua personalidade transgressiva
Houve um choque no meio acadêmico e literário quando o filósofo francês Michel Foucault morreu em Paris em 25 de junho de 1984, aos 57 anos. Desaparecia repentinamente um dos teóricos mais inovadores da Europa. Neste ano se celebram os 30 anos da “má influência” de Foucault nas ciências humanas, na política e no comportamento sexual. Ele quebrou o tabu de enxergar o homem como centro do saber, denunciou as estratégias de vigilância do micropoder, defendeu causas intoleráveis ao Ocidente como o regime totalitário dos aiatolás no Irã e demonstrou que a mania atual de falar sobre a sexualidade revelava a culpa da sociedade em relação ao tema. O que sobrou hoje de Foucault tem sido tema de publicações e simpósios no mundo inteiro e será discutido no dia 31 na Flip, com a presença dos escritores Silviano Santiago, brasileiro, e Mathieu Lindon, francês. Este último lança o livro O que amar quer dizer (CosacNaify, 284 pp., R$ 39,00) sobre sua relação com Foucault.
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