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Autoanálise

16 de julho de 2014
1 min de leitura
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Depois de sofrer um AVC, um homem resolve pintar seu último quadro

Tahar Ben Jelloun retrata em Felicidade conjugal (Bertrand Brasil, 322 pp., R$ 40 – Trad. Clóvis Marques) a história de um homem que resolve pintar seu último quadro: o de seu relacionamento. As cores são fortes, e, como toda obra de arte, sempre há mais de uma opinião sobre o mesmo assunto, a mesma vida, os mesmos atos. O protagonista, um pintor obrigado a se aposentar após sofrer um AVC, sofre com a certeza de que sua relação conjugal caótica foi a responsável por seu colapso. Diante disso, com o tempo ocioso e com medo de cair em depressão, ele decide escrever suas memórias, narrando o começo do relacionamento, a má relação com os sogros, o amor louco, a rotina e o ódio que se instalou. Um trabalho que vai ajudá-lo a encontrar coragem para se libertar da relação destrutiva com a esposa.

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