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Volume com oito histórias de Luiz Ruffato traz resultado artificial

12 de julho de 2014
1 min de leitura

‘Flores artificiais’ reúne histórias de estrangeiros em terras estrangeiras

Oito histórias compõem o núcleo de Flores artificiais (Companhia das Letras, 152 pp, R$ 34), de Luiz Ruffato. Em quase todas, estrangeiros em terras estrangeiras contam para o narrador da obra, o engenheiro brasileiro Dório Finetto, pedaços de suas histórias desencontradas, de seus momentos decisivos sofridos ou fracassados, de suas buscas por um sentido qualquer. Do ponto de vista do rendimento narrativo, as primeiras três histórias se destacam, ao dar o tempo adequado para que seus protagonistas revelem as misérias de suas solidões particulares a esse narrador, tão hábil em recriá-las em contraponto ao seu próprio isolamento. Outras quatro me parecem um pouco menos felizes, como se fossem concebidas para preencher uma fórmula interessante, ainda que possuam bons momentos; e há, por fim, uma última história, “Susana”, que destoa do conjunto ao fazer uso do choque simplista da “moça bonita” maltratada por um “mundo feio”.

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