Literatura não é mero entretenimento
A escritora Jhumpa Lahiri se diz preocupada com o futuro da ficção em um planeta interligado pela tecnologia
É impressionante a quantidade de autores que mantêm o hábito de escrever à mão e ignoram a tecnologia mais recente. Alguns o fazem por hábito. Outros, como a ficcionista Jhumpa Lahiri, por convicção de que o progresso pode destruir a delicadeza da escrita literária. Jhumpa cria histórias sobre uma mesma matriz autobiográfica: personagens bengalis que imigram para o Ocidente e vivem a ruptura da identidade a partir do choque entre culturas e da luta pela sobrevivência em terra estranha. Jhumpa estreou em 2000 com Intérpretes de males (contos), que lhe rendeu o Prêmio Pulitzer de melhor livro de ficção. Seu estilo mistura longas descrições psicológicas e peripécias intercontinentais. Ela é considerada por muitos críticos uma das melhores contistas atuais da língua inglesa. Seu quarto título, de 2013, é o romance Aguapés, agora lançado no Brasil pela editora Globo para marcar a vinda de Jhumpa à Flip.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta
