O livro infinito
Dez anos depois, ‘2666’ é símbolo da literatura latino americana no século 21
Pouco antes de morrer de insuficiência hepática, aos 50 anos em 2003, Roberto Bolaño disse a um jornal chileno que era o terceiro na fila para o transplante de fígado, operação que possivelmente teria salvado sua vida e dado mais tempo ao escritor. Porém, a morte veio antes. No ano seguinte, 2004, se deu a publicação de seu último romance, quer dizer, aquele em que ele trabalhava com cuidado nos últimos dias e dizia ser sua obra mais ambiciosa: 2666. Em 10 anos, o livro vem desconcertando críticos e leitores, contribuiu muito para a lenda que se criou ao redor de Bolaño e levou seu nome e obra para as mais diversas partes do mundo, inclusive para o Brasil. Por aqui, a Companhia das Letras publicou 11 livros de Roberto Bolaño, inclusive 2666, em 2010, com tradução de Eduardo Brandão. Para 2015, está prevista uma edição de El gaucho insufrible, livro de contos póstumos, publicado em 2003.
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