Sem tolices e com humor, autor não subestima leitores
João Luís Ceccatini analisa a obra de John Green
A literatura de John Green não é nada tola, revelando-se superior à maior parte dos títulos da literatura para jovens atualmente em circulação. Uma vez que não se queira cobrar de sua obra o que ela não pretende ser –literatura de ruptura, vazada em linguagem experimental–, é objeto que merece toda atenção. Os quatro romances de autoria exclusiva de Green inserem-se na tradição instaurada por um grande clássico americano, O apanhador no campo de centeio” (1951), de J. D. Salinger (1919-2010). Ou seja, têm por fonte uma matriz respeitável. Os personagens de Green compõem uma galeria de jovens que atualizam a angústia e o espírito atormentado de Holden Caulfield, o anti-herói criado com mestria por Salinger. Com algum humor, mas sem enveredar pela caricatura, Green confere aos protagonistas os traços arquetípicos do “gauche”, aquele que não está à vontade no mundo.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta
