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A torcida que tirou o futebol do armário

24 de maio de 2014
1 min de leitura

Livro sobre a Coligay, grupo pioneiro de torcedores homossexuais, revela história delicada entre esporte e preconceito

Em 1977, um grupo de torcedores do Grêmio de Porto Alegre subverteu o ambiente reconhecidamente normativo e machista do esporte mais popular do Brasil, invadindo os estádios com visuais afeminados e trejeitos irreverentes. Era o surgimento da Coligay, uma das primeiras torcidas formadas exclusivamente por homossexuais. No momento em que o racismo entra definitivamente na pauta do futebol mundial, o lançamento de Coligay — tricolor e de todas as cores (Libretos, 150 pp.,), do jornalista Léo Gerchmann, chama a atenção para outra discriminação notável, mas muito menos debatida neste âmbito. Embora seja um dos exemplos mais bem-sucedidos de aceitação do diferente, a trajetória da icônica torcida contada no livro é também a história de um esporte que não consegue assumir seus preconceitos.

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