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Carola Saavedra deixa zona de conforto e dialoga com o teatro

24 de maio de 2014
1 min de leitura

Narradores, tempos e espaços se misturam, personagens vão e vêm, com eventuais modificações em suas identidades

Carola Saavedra, com três romances e um livro de contos publicados, já apresenta um caminho traçado com marca própria. Duas constantes transitam por sua obra: a referência, geralmente indireta, aos laços com seu país de nascimento, o Chile, e o uso de estratégias narrativas que procuram romper com a escritura romanesca tradicional. Diga-se de passagem que, por vezes, o uso de recursos que pretendem deixar evidente o que há de ficção no ficcional, como um narrador em primeira pessoa masculino, nem são necessários diante do tecido narrativo forte que vem construindo. Por tudo isso, é interessante o movimento de deslocamento de uma zona de conforto que O inventário das coisas ausentes (Companhia das Letras, 128 pp., R$ 34,50) provoca em sua produção. A narrativa se divide em uma parte mais longa, e uma segunda, breve. Narradores, tempos e espaços se misturam, personagens vão e vêm, com eventuais modificações em suas identidades. 

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