Eduardo Galeano muda de ideia sobre As Veias Abertas da América Latina
Autor afirmou que não estava qualificado para tratar do tema e que o texto era ruim
Por mais de 40 anos, As veias abertas da América Latina (L&PM, 392 pp, R$ 44), de Eduardo Galeano, vem sendo o texto clássico dos sentimentos anticolonialistas, anticapitalistas e antiamericanos na região. Hugo Chávez deu uma cópia do livro, que ele definiu como “um monumento na história latino-americana”, de presente ao presidente Barack Obama no primeiro encontro entre eles. Mas agora o uruguaio Galeano, 73, renegou o livro, afirmando que não estava qualificado para tratar do tema e que o texto era ruim. Previsivelmente, suas declarações deflagraram um vigoroso debate regional, com a direita caprichando no “eu não disse?” e a esquerda persistindo em uma defesa ferrenha do livro. “Veias Abertas pretendia ser um livro de economia política, mas eu não tinha o treinamento e o preparo necessários”, disse Galeano no mês passado, em resposta a perguntas na Bienal do Livro e da Leitura Brasília, onde ele estava sendo homenageado.
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