Crowdfunding: quando pessoas votam com o seu dinheiro
Co-fundador de plataforma de crowdfunding argumenta que o financiamento coletivo aplica filtro legítimo na escolha das obras
Meus professores de graduação diriam que qualquer coisa que fazemos, incluindo um livro, é um produto social. Talvez eles me diriam que a sociedade é, em si, um produto de nossos paradigmas econômicos capitalistas e, que tudo o que a sociedade cria, é, portanto, de natureza econômica. Na verdade, editoras são compostas de pessoas, vendem livros para pessoas e atendem aos acionistas que exigem lucros. O livro é, assim tanto um produto inerentemente social e inerentemente econômico. O que então significa dizer que o financiamento coletivo de livros é fazer um livro social? Isso significa que eles vêm de baixo para cima e não ao contrário. No processo tradicional, executivos decidem, por eles mesmos, o que outras pessoas querem ler – ou mais precisamente, o que eles acham que as pessoas querem comprar. Ao contrário, no crowdfunding, a decisão pertence ao leitor individual.
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