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Um campo de relações delicadas

17 de maio de 2014
1 min de leitura

Livro mostra que autoritarismo influenciou facetas que perduram até hoje no meio futebolístico

A campanha brasileira na Copa do Mundo de 1970 foi apropriada com sucesso pelo governo do General Emílio Garrastazu Médici e se tornou um símbolo da proximidade entre o futebol e o poder. Contudo, o uso político do esporte no país é bem mais antigo e não se restringe aos períodos autoritários da nossa história. Começa com Getúlio Vargas, o primeiro líder brasileiro a perceber o papel central do futebol na construção do imaginário nacional, e atravessa diferentes governos deixando resquícios que permanecem até hoje. É o que mostra o livro Da ditadura à ditadura: uma história política do futebol brasileiro (1930-1978) (EdUFF), do historiador Euclides de Freitas Couto, professor da Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ), que será lançado com debate na próxima sexta-feira (23), às 19h, na Travessa do Shopping Leblon. 

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