Estética da penitência
A conversão de Murilo Mendes deixa pistas de como o autor rompeu com as vanguardas
Perseverança e acaso favorecem a redação deste artigo sobre a formação religiosa do poeta Murilo Mendes na década de 1920. Sempre julguei que a critica literária, na leitura e análise da poesia de Murilo Mendes, passava ao largo da importância da conversão do poeta ao catolicismo. Refiro-me à conversão no sentido cristão do termo e não à inquietação religiosa, comum a outros e muitos, entre eles Mário de Andrade e Jorge de Lima. Propomos hoje que Murilo retira o foco de luz da ruptura operada pelos manifestos futuristas de Filippo Marinetti e pela vanguarda europeia, ruptura esta que encaminhava a literatura e as artes brasileiras a uma estética construtivista e minimalista.
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