Centenário de Marguerite Duras tem seminários, filmes e peças
Eventos em São Paulo celebram a autora que escreveu ‘O amante’
“Era a coisa mais aterrorizante e inesperada. E ela sabia e aceitava aquilo”, lembrou a escritora Marguerite Duras numa entrevista. “Queria virar o rosto, mas ao mesmo tempo sabia que tinha de olhar na direção daquele barulho no chão e ver a morte daquela mosca. Escrevemos para ver morrer uma mosca.” Duras, autora francesa morta aos 81, em 1996, lembra esse episódio banal como metáfora para forjar um estilo literário. Era a ideia de que tudo ao redor é escrita e reverbera em seus textos sempre arquitetados sobre imagens secas e cruas, como o inseto que agoniza no assoalho.Essa voz única, que se firmou como uma das maiores da literatura do século 20, é relembrada agora no centenário de Duras.
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