Mercado editorial já recupera o otimismo
Sérgio Machado, da Record, diz que a terça-feira, quando a questão foi votada, foi o “dia da Lei Áurea da biografia”
A decisão da Câmara dos Deputados de liberar a publicação de Biografias sem autorização prévia de biografados ou herdeiros deu novo alento ao mercado editorial. “Foi o dia da lei áurea da biografia”, brinca Sérgio Machado, dono do grupo Record, o maior do País. “Fica menos perigoso editar, mas é evidente que devemos ficar atentos ao que o autor escreve. Nossa responsabilidade continua”, diz Machado. A expectativa, agora, é que a tramitação no Senado e a sanção presidencial ocorram mais rapidamente do que foi com a Câmara. Roberto Feith, diretor do grupo Objetiva, diz que se o prazo for similar ao da Câmara, podemos esperar novidades para o ano que vem. Paralelamente ao projeto dele, corre uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal. “Temos esperança de que até o final deste ano o plenário do STF vote e aprove nossa Adin.” Tomás da Veiga Pereira, sócio da Sextante também comemora a decisão. “Foi um marco. Ela amplia nossa sensação de que vale a pena investir mais, mas, sem dúvidas, continuamos com as cautelas que sempre tivemos”, diz. Para Luiz Schwarcz, da Companhia das Letras, a movimentação da sociedade foi favorável à causa das biografias. “É um começo. Imagino que esse projeto venha com limitações para trâmites mais rápidos e não me incomodo com isso. Quem se sente lesado tem realmente o direito de contestar”, comentou.
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