Traço passado a limpo
A ironia afiada do cartunista Fortuna
Um dos mais destacados desenhistas da história da imprensa no Brasil, o maranhense Fortuna (1931-94), cofundador de O Pasquim, tem parte de sua obra reunida em livro que recorda os 20 anos de sua morte. Nele, 335 desenhos repassam os mais de 40 anos em que seu humor e sua visão crítica marcaram o jornalismo no país. Considerado O cartunista dos cartunistas, Fortuna (1931-94) era um perfeccionista. Mais: um obsessivo. “Procuro desenhar como se estivesse satisfazendo uma necessidade fisiológica”, dizia. “O resultado era excepcional. Aquela velha história: como fazer o simples é difícil”, avalia o caricaturista e pesquisador Cássio Loredano, que organizou o recém-lançado álbum cujo título justamente é Fortuna – o cartunista dos cartunistas [Edições Pinakotheke, 256 pp., R$ 89].
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