Escritores profissionais e amadores embarcam na autopublicação
Autores editam a si mesmos e decidem se obra final será digital ou física
Lilian Carmine, paulistana, ilustradora por formação, tem 34 milhões de leitores, é hoje editada pela Random House e é publicada em mais de dez países. Cristovão Tezza é um dos escritores brasileiros que equilibra sucesso de público e crítica: já ganhou todos os prêmios literários do País e tem mais de 40 anos de carreira literária em grandes editoras. O que há de comum entre eles é a utilização de plataformas de autopublicação. A plataforma brasileira Clube de Autores, criada em 2009, ganhou, na Feira do Livro de Londres, em abril, o prêmio de iniciativa mais inovadora do mundo no mercado editorial. Para Ricardo Almeida, um dos fundadores da empresa, entre os fatores que levaram o Clube a conquistar o reconhecimento internacional estão a simplicidade do modelo de autopublicação, a quantidade de livros e o fato de que o autor não fica “amarrado” à empresa. Na autopublicação, diferentes plataformas costumam oferecer serviços parecidos: o escritor faz um cadastro no site, monta a capa, envia o texto, escolhe o preço pelo qual o livro vai ser vendido e ele é então distribuído nas lojas digitais. Dependendo da plataforma, o livro pode ser físico, digital, ou ambos. Tudo isso de graça.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta