Não existe leitor passivo, diz crítico literário Harold Bloom
O maior crítico deste tempo fala de sua obra e de leitura ativa: um duelo com a própria capacidade para extrair mais do livro
Aos 83 anos, com saúde frágil, Harold Bloom, crítico literário mais famoso da atualidade, segue lecionando na Universidade de Yale (EUA). Seus cursos sobre Shakespeare e literatura norte-americana só aceitam 12 alunos cada, já que, sobretudo no inverno, as aulas às vezes são transferidas para a sua casa. Bloom conversou com a Folha sobre seu livro-testamento, A anatomia da influência, lançado aqui no final de 2013. Quarenta anos após a publicação de A angústia da influência (1973), obra que, para além da literatura, mudou o estudo das reverberações de um artista em outro, ele chega a uma fórmula mínima: “Influência é amor literário”, aquilo que ao mesmo tempo afasta e aproxima autores fortes uns dos outros.
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