O Brasil não é o país do e-reader
O número de e-readers vendidos no Brasil até ao final de 2016 não deve passar de um milhão de aparelhos
Em um momento em que se discute a desoneração de e-readers dedicados no Congresso e em que o mercado de livros digitais no Brasil, embora pequeno, encontra-se em franca expansão, uma pergunta se torna bastante relevante: qual o mercado brasileiro potencial para e-readers dedicados? Pelas minhas estimativas, seriam aproximadamente 5,2 milhões de consumidores. Isto equivale a 5,9% dos 88,2 milhões de leitores no Brasil. Ou seja, 5,2 milhões de pessoas leem livros em número suficiente para que a aquisição de um e-reader dedicado. Mas vale lembrar que não serão 100% destas pessoas que vão adquirir um Kindle ou Kobo. Entre elas, há aqueles que nunca lerão livros digitais ou que lerão ambos os formatos de forma que não consumirão e-books em número suficiente para justificar uma compra. Para os próximos três anos, enquanto a leitura digital ainda se consolida e os mercados europeu e norte-americano parecem ter atingido um platô do crescimento digital, acho difícil que mais do que 20% deste mercado potencial seja atingido. Ou seja, minha estimava é que a base de e-readers instalada no Brasil ao final de 2016 não passe de um milhão de aparelhos.
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