Cartas de Drummond para mãe são expostas pela 1ª vez
Casa em que o poeta nasceu, em Itabira (MG), exibe 121 correspondências
“Minha boa mamãe: depois de alguns dias de silêncio, aqui está de novo o seu caçula, para pedir-lhe a bênção e conversar um pouco”, escrevia Carlos Drummond de Andrade à mãe, Julieta Augusta, em agosto de 1942. Compradas nos anos 1990 por Eduardo Cicareli das mãos de Ita, cunhada do poeta, que as herdou da própria Julieta, essa e 120 outras cartas escritas por Drummond para sua mãe são expostas ao público pela primeira vez. As cartas retornam agora à Casa de Drummond, onde o escritor viveu até os 13 anos, em Itabira (MG). O local é hoje um centro cultural. Mesmo com propostas vindas da França e Inglaterra, o jornalista vendeu o lote à fundação por R$ 21 mil em outubro do ano passado. As cartas ficam em exposição na Casa de Drummond até junho. Depois, partem para o Memorial Carlos Drummond de Andrade, também em Itabira.
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