Companhia e Objetiva juntas. Mas e a DLD?
Como fica o agregador digital que tinha a Objetiva como sócia?
Quando as primeiras negociações começaram para a criação da Distribuidora de Livros Digitais (DLD), a ideia era unir o maior número de editoras sob o guarda-chuva de um agregador digital. Um dos maiores atrativos do consórcio [formado por Objetiva, Record, Sextante, Rocco, Planeta, L&PM e Novo Conceito] era a possibilidade de se negociar em bloco com os varejistas que ameaçavam chegar ao Brasil, entre eles a todo-poderosa Amazon. A Objetiva teve um papel fundamental na figura de seu diretor geral, o jornalista Robert Feith. Graças à estratégia encabeçada por ele, a DLD conseguiu limitar radicalmente o desconto que a Amazon pode oferecer na sua loja sem que acordos pontuais sejam feitos. Fontes do mercado falam que o desconto não pode passar de 5%. Isto é um exemplo do que talvez tenha sido a melhor negociação que editores já tenham conseguido fazer com a empresa de Bezos mundo afora. Mas agora surge a Penguin Random House Brasil unindo a Companhia das Letras [que possui uma estratégia digital de sucesso atuando de forma independente] e a Objetiva sob suas asas. É difícil imaginar que cada uma das empresas continue com estratégias de distribuição digital tão distintas. A médio prazo, é bem provável que uma destas duas situações ocorra: (1) a Companhia das Letras passe a integrar a DLD; ou (2) a Objetiva saia do consórcio. Na primeira situação, a DLD sairia extremamente fortalecida e continuaria sendo um fornecedor com alto poder de negociação. No segundo cenário, a DLD ficaria bastante enfraquecida, não apenas pela saída do excelente catálogo da Objetiva, mas por perder Robert Feith, um de seus maiores estrategistas.
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