Apesar de futurista, charme de Neuromancer é seu ar retrô
Nova edição de trama publicada em 1984 traz ainda entrevista e contos
William Gibson costuma ironizar a própria imprecisão como futurologista. Segundo ele, Neuromancer, seu primeiro e mais importante romance de ficção científica, provavelmente deixa os adolescentes de hoje meio malucos, tentando entender por que diabos os “caubóis do ciberespaço” da trama não podem usar celulares e precisam se contentar com orelhões. Se Gibson errou ao não prever a ascensão dos smartphones, a nova e caprichada edição de Neuromancer (Aleph, 416 pp., R$ 79 – Trad.: Fábio Fernandes) que chega ao país deixa claro que acertou no que importa. Publicada originalmente em 1984, a trama condensa boa parte do cenário predominante neste começo de século 21, da internet à obsessão por cirurgias plásticas, do poderio supranacional das empresas de tecnologia à inoperância dos governos.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta