TV namora a literatura na série True Detective
Criador da série tem dois títulos publicados e já foi premiado pela Academia Francesa de Letras
Os autores literários estão cada vez mais apaixonados pela televisão. E vice-versa. O sucesso de True detective mostrou como esse namoro pode ficar ainda mais sério. “A TV está melhor que o cinema há pelo menos dez anos”, disse Nic Pizzolatto, criador da série. O autor conseguiu algo inédito: escreveu sozinho os oito episódios da série e ganhou crédito de produtor sem ter um filme no currículo. “Não tenho o menor interesse em me matar para escrever um roteiro e entregar para um produtor estragar tudo”, diz Pizzolatto. Ele tem dois livros publicados: Between here and the yellow sea e Galveston, romance premiado pela Academia Francesa de Letras. Nenhum saiu no Brasil. A aposta da HBO deu certo. O primeiro episódio de True detective, com 2,3 milhões de espectadores, foi a melhor estreia do canal em três anos nos EUA e ganhou os críticos e fãs apaixonados por referências literárias.
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